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Nem sempre palavras são apenas palavras…
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A Justiça

agosto 23rd, 2010 Posted in Crianças Tags: , , ,

Quando criança eu tinha a mania de me sentir sempre injustiçado. Por um ou outro motivo, não me tinham feito justiça, sem perceber que, para mim, a “injustiça” era sempre qualquer restrição feita aos meus desejos, fantasias e vontades.
E invariavelmente arrebentava em lágrimas de protesto.
Um dia papai me chamou e disse:
- Meu filho, vamos combinar uma coisa. Você sabe que papai não gosta de ver você triste, não é? Então nós vamos fazer o seguinte: cada vez que você chorar, escreva num papel a causa. Coloque o papel no vaso azul, ali, sobre a escrivaninha. Deixe passar alguns dias e leia-o. Se achar que o assunto ainda o está aborrecendo, venha a mim, conte-me o caso e eu lhe prometo que corrigirei a injustiça que tiverem feito contra você. Combinado?
Estava combinado. Nos primeiros dias eu enchi o vaso azul de anotações. Passadas no preto e branco, minhas queixas me pareciam perfeitamente justificadas.
Passaram-se os dias e meu pai voltou a falar comigo.
- Você já pode começar a reexaminar os seus papéis. Depois venha falar comigo.
Comecei. Mas, estranhamente, constatei que minhas queixas eram banais e que, na realidade, não havia naquilo nada que pudesse motivar aborrecimento.
Abreviei o espaço dos dias e, depois, passei a examinar os papéis horas depois dos acontecimentos.
Verifiquei que não tinha nenhuma injustiça a exigir a reclamação de papai. E parei de chorar várias vezes ao dia, como estava acostumado a fazer.
Hoje compreendo que tudo foi uma brincadeira de papai. Todavia, com grande habilidade ele me levou a refletir antes de agir. E desenvolveu em mim a compreensão a respeito do que é justiça e injustiça em face do nosso egocentrismo, exigência de privilégios e pretensões descabidas.
Com isso meu espírito de tolerância ganhou uma amplitude que me tem beneficiado ao longo de toda a vida.

(Wallace Leal V. Rodrigues)

Vida: modo de usar

agosto 11th, 2010 Posted in Frases Tags: ,

1. Quando resolver dar alguma coisa dê com alegria.

2. Memorize o seu poema favorito.

3. Não acredite em tudo que lhe dizem. Não desacredite em tudo que afirmam ser mentira.

4. Quando disser “te amo”, demonstre com algum gesto.

5. Quando disser “desculpa”, olhe a outra pessoa diretamente nos olhos.

6. Acredite em amor a primeira vista.

7. Acredite em empatia à primeira vista.

8. Nunca puxe o tapete dos outros, geralmente você está em cima dele.

9. Viva apaixonadamente, mesmo com todos os ferimentos que isso acarretar vale a pena.

10. Fale devagar e pense rápido.

11. Não julgue uma pessoa por seus familiares.

12. Se perguntarem algo indiscreto, sorria e diga: “Por quê você quer saber isso?” A conversa geralmente para por aí.

13. Lembre-se que um grande amor e uma grande conquista significam grandes riscos.

14. Telefone para sua mãe e diga o quanto a ama.

15. Quando errar não esqueça a lição. E corrija o que for possível.

16. Lembre-se sempre de três coisas: respeito por você mesmo, pelos outros e por seus atos.

17. Não deixe as pequenas brigas destruírem as grandes amizades.

18. Quando atender o telefone, sorria ao diga “alô”. Quem está do outro lado da linha irá perceber.

19. Case-se com alguém com quem gosta de conversar.

20. Jamais esqueça que na velhice podemos perder muita coisa, mas a capacidade de comunicação permanece intacta.

21. Fique sozinho de vez em quando. Mas apenas de vez em quando.

22. Leia mais. Veja menos TV. Fica mais fácil passar aos seus filhos o que aprendeu.

23. Saiba que o silêncio pode ser uma resposta.

24. Ore. O poder da oração é infinito.

25. Leia nas entrelinhas.

26. Viva uma vida que lhe permita olhar para trás e sorrir.

27. Em discussões com pessoas amadas, concentre-se no presente, e não traga feridas do passado.

28. Quando viajar, visite um lugar onde ninguém mais da excursão foi. Este lugar será seu.

29. Você pode ter qualquer coisa. Mas não pode ter tudo.

30. Lembre-se que o seu caráter é um espelho do seu destino.

31. Aproveite a sorte, quando está a seu favor.

32. Se precisar disparar a flecha da verdade, primeiro molhe sua ponta no mel.

33. Peça ajuda. E saiba reconhecê-la.

34. Aprenda todas as regras, e transgreda algumas, assim que for possível.

35. Escolha seus amigos. E escolha seus inimigos. Não dê a qualquer um a honra de enfrentá-lo.

36. Quando alguém começar a agredi-lo verbalmente não interrompa. Verá que a agressão se esvazia por si mesma.

Céu e inferno

fevereiro 17th, 2010 Posted in Reflexão Tags: , ,

ceu_e_inferno
Conta-se que um dia um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.
- Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno.
O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo
guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse:
- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau
cheiro é insuportável.
- Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.
O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
- “Aí começa o inferno”, disse-lhe o sábio mansamente.
O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o
impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno. O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento.
O velho sábio continuou em silêncio. Passado algum tempo o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz.
Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:
- “Aí começa o céu”.
Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno que podemos construir na própria intimidade. Tanto o céu quanto o inferno, são estados de alma que nós próprios elegemos no nosso dia-a-dia.
A cada instante somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno. É como se todos fôssemos portadores de uma caixa invisível, onde houvesse ferramentas e materiais de primeiros socorros. Diante de uma situação inesperada, podemos abri-la e lançar mão de qualquer objeto do seu interior. Assim, quando alguém nos ofende, podemos erguer o martelo da ira ou usar o bálsamo da tolerância.
Visitados pela calúnia, podemos usar o machado do revide ou a gaze da autoconfiança.
Quando a injúria bater em nossa porta, podemos usar o aguilhão da vingança ou o óleo do perdão.
Diante da enfermidade inesperada, podemos lançar mão do ácido dissolvente da revolta ou empunhar o escudo da confiança.
Ante a partida de um ente caro, nos braços da morte inevitável, podemos optar pelo punhal do desespero ou pela chave da resignação.
Enfim, surpreendidos pelas mais diversas e infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir abismos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz.
A decisão depende sempre de nós mesmos.
Somente da nossa vontade dependerá o nosso estado íntimo. Portanto, criar céus ou infernos portas à dentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós.

Vocabulário da Vida

janeiro 22nd, 2010 Posted in Frases Tags:

vocabulario

Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.

Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amor ao próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.

Caridade: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.

Carinho: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.

Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.

Evangelho: É um livro que só se lê bem com o coração.

Evolução: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.

Filhos: É quando Deus entrega uma jóia em nossas mãos e recomenda cuidá-la.

: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.

Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.

Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente, estando apressado, não reclama.

Inveja: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.

Inimizade: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.

Lealdade: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.

Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.

Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.

Perfume: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.

Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.

Orgulho: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.

Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.

Perdão: É uma alegria que a gente dá e que pensava que jamais a teria.

Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.

Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.

Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.

Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.

Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Sexo: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.

Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar; e estando perto, querer parar o tempo.

Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.

Solidão: É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Vaidade: É quando a gente abdica da nossa essência por outra; geralmente pior.

Do Livro: O Homem que Veio da Sombra
Autor: Luiz Gonzaga Pinheiro

O tesouro mais precioso

janeiro 14th, 2010 Posted in Parábolas Tags: ,

coracao
Uma mulher fazia uma viagem através das montanhas quando, no leito de um rio, encontrou uma pedra preciosíssima.
No dia seguinte, continuando o seu caminho, deparou-se com um viajante que tinha fome. Para atender ao seu pedido de ajuda, a mulher abriu a bolsa para dividir com ele a comida.
O homem deslumbrou-se com a visão da pedra e pediu à mulher que lhe desse de presente, o que ela fez sem hesitar.
O viajante se foi, rejubilando-se por sua sorte… Aquela pedra poderia garantir-lhe segurança e bem-estar por toda a sua vida.
Mas, alguns dias depois, ele voltou à procura da mulher… o encontrá-la devolveu-lhe a pedra dizendo: “Pensei muito e sei bem o valor dessa pedra, mas venho devolvê-la. O que eu quero é algo muito mais precioso… Se for possível, me dê o que está dentro da senhora e que a fez capaz de entregar-me sem hesitação um tesouro como esse.”