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Nem sempre palavras são apenas palavras…
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Antes de cobrar alguma coisa…

maio 31st, 2010 Posted in Parábolas Tags: , ,

obomsamaritano

Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por longa estrada. Ao passarem próximo a uma moita, ouviram um gemido. Verificaram e descobriram um homem caído. Estava pálido e com grande mancha de sangue, próxima ao coração. Tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.

Com muita dificuldade, mestre e discípulo o carregaram para o casebre rústico, onde viviam. Lá trataram do ferimento. Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca. Disse também que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse.

Disposto a partir, o homem disse ao sábio: Senhor, muito lhe agradeço por ter salvado a minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.

O mestre olhou fixo para o homem e disse: Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve 3.000 moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que fiz.

O homem ficou assustado e disse: Senhor, é muito dinheiro.Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor.

Com serenidade, tornou a falar o sábio: Se você não pode pagar pelo bem que recebeu, com que direito quer cobrar o mal que lhe fizeram? Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve.

Não faça cobrança pelas coisas ruins que aconteçam em sua vida, pois a vida pode lhe cobrar por tudo de bom que lhe ofereceu.

Irritado com alguém? É hora do acerto de contas.

março 2nd, 2010 Posted in Otimismo Tags: , , ,

por Caio Cesar Santos
irritado
Você está irritado com alguém? Um colega de trabalho, seu chefe, alguém de seu relacionamento pessoal ou um vizinho que vive te incomodando? Então você vai adorar este artigo!

Desde sempre somos inundados de conceitos sobre o que é o amor, sobre ter compaixão e perdoar as pessoas. Você também cansou de ouvir falar nisso? Então, por que estamos vivenciando um aumento brutal da intolerância no mundo?

Talvez seja porque vivemos dentro de nossas cabeças, como bibliotecas ambulantes cheio de teorias e regras. É como se soubéssemos tudo sobre algum assunto, como futebol, por exemplo, e na prática não conseguimos sequer chutar uma bola.

Afinal, onde aprendemos a colocar os conceitos em prática? Muito pelo contrário, o que aprendemos foi explodir com alguém em um momento de raiva e dizer: “Que se dane! Não tenho sangue de barata!”

A raiva é autêntica! Todos já experienciaram e sabem como é. É praticamente incontrolável, é uma explosão, um banho de adrenalina que faz cada célula do nosso corpo sentir esta emoção.

Já o amor, compaixão e perdão são apenas pálidas descrições de sentimentos que só podem ser imaginados. São fáceis de entender, mas difíceis de exercitar, não é mesmo?

Então, como colocar em prática, experimentar estes conceitos na vida real e começar nossa mudança em busca dos ideais de tolerância, amor ao próximo e compaixão? Através de exercícios simples e objetivos! Principalmente, se puderem ser usados “on-line” nos momentos de tormenta que enfrentamos.

Aqui um exemplo disso: experimente com alguém que você esteja passando por conflito e desentendimento. É alívio imediato! Chama-se “Exercício da Compaixão”:

Instrução: Execute os cinco passos com a mesma pessoa.

Passo 1: Com a atenção voltada para a pessoa, repita para si mesmo: “Assim como eu, esta pessoa também está buscando alguma felicidade para sua vida”.

Passo 2: Com a atenção voltada para a pessoa, repita para si mesmo: “Assim como eu, esta pessoa está tentando evitar sofrimento em sua vida”.

Passo 3: Com a atenção voltada para a pessoa, repita para si mesmo: “Assim como eu, esta pessoa têm conhecido tristeza, solidão e desespero”.

Passo 4: Com a atenção voltada para a pessoa, repita para si mesmo: “Assim como eu, esta pessoa está buscando satisfazer suas necessidades”.

Passo 5: Com a atenção voltada para a pessoa, repita para si mesmo: “Assim como eu, esta pessoa está aprendendo sobre a sua vida”.

Não adianta apenas ler! Relaxe, coloque sua atenção na pessoa e experimente! Note como vai se sentir após fazer o exercício. Funciona!

Neste mês, o autor das ferramentas do Curso Avatar lançou o projeto da compaixão, que consiste em distribuir um milhão de cópias deste exercício para pessoas de mais de 72 países em 11 idiomas.

Faça a sua parte e envie este artigo para as pessoas de sua vida que você sinta que estão enfrentando conflitos em seus relacionamentos e ajude a criar um ambiente de compaixão e tolerância a sua volta.

“Amor é criar um espaço onde algo tem permissão de mudar!”(Harry Palmer)

Desconstruções

janeiro 6th, 2010 Posted in Reflexão Tags: ,

(Martha Medeiros)
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Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela “vende” de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos.
Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças.
Mas se esta pessoa “inventou” um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente “venda” mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

Decepções

novembro 25th, 2009 Posted in Reflexão Tags: , , , ,

Você já teve alguma decepção na vida?

Dificilmente alguém passa pela existência sem sofrer uma desilusão, ou ter alguma surpresa desagradável em algum momento da caminhada.

Podemos dizer que o sabor de uma decepção é amargo e traz consigo um punhal invisível que dilacera as fibras mais sutis da alma.

Isso acontece porque nós só nos decepcionamos com as pessoas em quem investimos nossos mais puros sentimentos de confiança e amor.

Pode ser um amigo, a quem entregamos o coração e que de um momento para outro passa a ter um comportamento diferente, duvidando da nossa sinceridade, do nosso afeto, da nossa dedicação, da nossa lealdade…

Também pode ser a alma que elegemos para compartilhar conosco a vida, e que um dia chega e nos diz que o amor acabou, que já não fazemos mais parte da sua história… Que outra pessoa agora ocupa o nosso lugar.

Ou alguém que escolhemos como modelo digno de ser seguido e que vemos escorregando nas valas da mentira ou da traição, desdita que nos infelicita e nos arranca lágrimas quentes e doloridas, como chama que queima sem consumir.

Enfim, só os nossos amores são capazes de nos ferir com a espada da decepção, pois os estranhos não têm esse trágico poder, já que seus atos não nos causam nenhuma impressão.

Assim, valem a pena algumas reflexões a esse respeito para que não nos deixemos atingir pela cruel espada da desilusão.

Para tanto, podemos começar levando em conta que, assim como nós, nossos amores também não são perfeitos.

E que, geralmente, não nos prometem santidade ou eterna fidelidade. Nunca nos disseram que serão eternamente a mesma pessoa e que jamais nos causariam decepções.

Nós é que queremos que sejam como os idealizamos.

Assim nos iludimos. Mas só se desilude quem está iludido.

Importante que pensemos bem a esse respeito, imunizando a nossa alma com o antídoto eficaz do entendimento.

Importante que usemos sempre o escudo do perdão para impedir que os atos infelizes dos outros nos causem tanto sofrimento.

Importante, ainda, que façamos uso dos óculos da lucidez, que nos permitem ver os fatos em sua real dimensão e importância, evitando dores exageradas.

A ilusão é como uma névoa que nos embaraça a visão, distorcendo as imagens e os fatos que estão a nossa frente.

E a decepção nada mais é do que perceber que se estava iludido, enganado sobre algo ou alguém.

Assim, se você está amargando a dor de uma desilusão, agradeça a Deus por ter retirado dos seus olhos os empecilhos que lhe toldavam a visão.

Passe a gostar das pessoas como elas são e não como você gostaria que elas fossem.

Considere que você também já deve ter ferido alguém com o punhal da decepção, mesmo não tendo a intenção, e talvez sem se dar conta disso.

Por todas essas razões, pense um pouco mais e espante essa tristeza do olhar… Enxugue as lágrimas e siga em frente… sem ilusões.

Aprenda a valorizar nas pessoas suas marcas positivas.

Lembre-se de que cada um dá o que tem, o que pode oferecer.

Uns oferecem o ácido da traição, o engodo da hipocrisia, o fel da ingratidão, pois é o que alimentam na alma.

Mas, seja você a cultivar em seu jardim interior as flores da lealdade, do afeto, da compreensão, da honestidade, para ofertar a todos aqueles que cruzarem o seu caminho.

Seja você alguém incapaz de ferir ou provocar sofrimentos nos seres que caminham ao seu lado.

O tempo perdoa tudo

agosto 4th, 2009 Posted in Reflexão Tags: ,

(Martha Medeiros)
reconciliacaoSe alguém mata uma pessoa e consegue escapar da polícia, mantendo-se fora do alcance da lei por um longo período, o crime prescreve.
Vinte anos depois do delito cometido, fica extinguida a punibilidade do criminoso por o estado não tê-lo julgado e condenado em tempo hábil.
Agora pense bem: se até a Justiça admite que depois de os ânimos serenarem ninguém precisa mais de castigo, talvez a gente também devesse suspender a pena daqueles que cometeram crimes contra o nosso coração.
Mágoas entre pais e filhos, por exemplo. Não tem nada mais complicado do que família, você sabe. Amor à parte, os desentendimentos são generalizados, e às vezes uma frustração infantil segue pertubando a gente até a idade adulta. Seu pai nunca lhe deu um abraço? É um crime fazer isso com a criança, mas é preciso prescrevê-lo. Vinte anos depois, não dá para continuar usando essa justificativa para explicar por que você usa drogas ou por que não consegue ser afetuoso com os outros. Cresça e perdoe.
Você jurou que nunca mais iria falar com aquele seu amigo que lhe
dedurou no colégio? Eu também acho que duderagem é falta de caráter, e você teve toda a razão de ficar danado da vida. Mas quanto tempo faz isso? O cara agora está jogando futebol no seu time, tem sido um companheirão, e você segue não baixando a guarda por causa daquela molecagem do passado. Releve e chame o ex-inimigo para tomar uma cerveja, por conta dos novos tempos.
Dureza, agora: ele foi o amor da sua vida. Chegaram a noivar. Você já estava comprando o enxoval quando o cara terminou tudo. Por telefone. Não deu explicação: rompeu e desligou. Na mesma semana seguinte foi visto enrabichado numa bisca. Você deseja ardentemente que ambos caiam numa piscina lotado de piranhas famintas. Apoiado. Mas faz quanto tempo isso? Você já casou, ele já casou, aquela bisca não durou nem duas semanas. Por que ainda fingir que não o vê quando o encontra num restaurante? É bandeira demais ficar tanto tempo magoada. E a tal superioridade, onde anda? Dê um abaninho pra ele.
Se quem estrangula e degola recebe o perdão da sociedade depois de duas décadas, os pequenos criminosos do cotidiano também merecem que a passagem do tempo atenue seus delitos. Não cultive rancor. Se não quiser mais conviver com aquele que lhe fez mal, não conviva, mas não fique até hoje armando estratégias de vingança.
Perdoe. Vinte anos depois, bem entendido.

(Texto do livro NON-STOP)