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Nem sempre palavras são apenas palavras…
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Terapia do Elogio

agosto 4th, 2010 Posted in Motivação Tags: , , , ,

(Arthur Nogueira – Psicólogo)

Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas.

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando…  os defeitos dos outros.

Por isso, os relacionamentos de hoje não duram. 

A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda.

Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos, etc.

Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência, são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo e do rosto.

Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias.

A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios.

Destroem seus casamentos, e acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa.

Comecemos a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados.

Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.

Vamos observar o que as pessoas gostam.

O bom profissional, o bom filho, o bom pai ou a boa mãe, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher e o homem que se cuidam… enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, é impossível se viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?

 Então elogie alguém hoje! 

Eu começo:

Você é muito especial e com certeza o mundo é mais bonito… por causa de você!

 

A Marca

julho 30th, 2010 Posted in Crianças Tags: , ,

menino

Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança. Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala. Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém.

Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era “Uma informação, por favor” e não havia nada que ela não soubesse. “Uma informação, por favor” poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa.

Minha primeira experiência pessoal com esse gênio na garrafa veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo.

A dor era terrível mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia.

Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido até que pensei:

O telefone!

Rapidamente fui até o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente à cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse:

“Uma informação, por favor”.
Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido.

“Informações.“

“Eu machuquei meu dedo…”, disse, e as lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência. “A sua mãe não está em casa?”, ela perguntou.
- “Não tem ninguém aqui…”, eu soluçava. “Está sangrando?”
- “Não”, respondi. “Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo…”

“Você consegue abrir o congelador?”, ela perguntou. Eu respondi que sim.

- “Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo”, disse a voz.
Depois daquele dia, eu ligava para “Uma informação, por favor” por qualquer motivo.

Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Filadélfia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas.

Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para “Uma informação, por favor” e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável.

Eu perguntava: “Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?” Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente: “Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também…” De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor.

No outro dia, lá estava eu de novo. “Informações.”, disse a voz já tão familiar. “Você sabe como se escreve ‘exceção’?”

Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacifico.

Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga. “Uma informação, por favor” pertencia aquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala.

Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saiam da minha memória. Freqüentemente,em momentos de dúvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo.

Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um menininho.

Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião teve uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos. Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos.

Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o número da operadora daquela minha cidade natal e pedi:

- “Uma informação, por favor.”

Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo: “Informações.” Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando: “Você sabe como se escreve ‘exceção’?” Houve uma longa pausa.

Então, veio uma resposta suave: “Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul.” Eu ri. “Então, é você mesma!”, eu disse. “Você não imagina como era importante para mim naquele tempo.”

- “Eu imagino”, ela disse. “E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse.”

Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã.
- “É claro!”, ela respondeu. “Venha até aqui e chame a Sally.“

Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã. Quando liguei, uma voz diferente respondeu: “Informações.” Eu pedi para chamar a Sally.

“Você é amigo dela?”, a voz perguntou.
- “Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul.”

“Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente. Infelizmente, ela morreu há cinco semanas.“
Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou:
- “Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?
- “Sim.“

- “A Sally deixou uma mensagem para você. Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse. Eu vou ler pra você.”

A mensagem dizia: “Diga à ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender.”

Eu agradeci e desliguei.

Eu entendi…

NUNCA SUBESTIME A “MARCA” QUE VOCÊ DEIXA NAS PESSOAS.

A Velhice

julho 26th, 2010 Posted in Homenagem Tags:

avo

Ana conta que sua netinha caçula – com a curiosidade de quem ouviu uma nova palavra mas ainda não entendeu seu significado – perguntou-lhe:

- “Vovó, o que é velhice?”

Na fração de segundo antes da resposta, Ana fez uma verdadeira viagem ao passado. Lembrou-se dos momentos de luta, das dificuldades, das decepções.

Sentiu todo peso da idade e da responsabilidade em seus ombros. Tornou a olhar para a neta que, sorrindo, aguardava uma resposta.

“Olhe para meu rosto, querida”, disse ela. “Isso é a velhice”.

E imaginou a menina vendo as rugas, e a tristeza em seus olhos. Qual não foi sua surpresa quando, depois de alguns instantes, sua netinha respondeu:

- “Vovó! Como a velhice é bonita!”

Pequena receita para melhorar o seu dia

julho 23rd, 2010 Posted in Otimismo Tags: , , ,

faery

Em primeiro lugar, antes de se levantar alongue-se bem, se estique bastante até sentir o quanto você é maior que você mesmo.

Abra a janela e diga: “Bom dia, dia!
O dia irá te receber muito melhor e será muito mais fácil enfrentá-lo.

Se você encontrar, no decorrer do dia, com pessoas indelicadas, perversas e que subestimam a sua inteligência não dê tanta importância.
Elas podem não perceber o que fazem, mas você com certeza estará atento a tudo de ruim que ameace azedar seu dia.

O problema que tiver, enfrente-o.
Não fique dando voltas, fingindo que ele não existe.
Se ele acontece, é para ser resolvido.
Se for grande demais, vá resolvendo parte por parte até que ele fique bem menor.

Dê atenção especial a todos que são gentis com você, e com certeza receberá gentileza também.
Só não se esqueça que nem todos os dias são bons para todos.

Dê à sua paciência, à sua compreensão e ao seu raciocínio todo fôlego que eles precisam.

Pense duas vezes se tiver que engolir algum “sapo”.
Lembre-se, ele pode ser indigesto demais.

E, mesmo que hoje o seu dia seja bastante atarefado, não se esqueça de deixar alguém feliz, mandando um “oi” a quem você quer bem.
Talvez amanhã o seu dia seja muito mais ocupado que hoje.

Desejo que você tenha um “lindo dia”!

fada

Gotas de amor

dezembro 23rd, 2009 Posted in Reflexão Tags: , , , ,

gota-de-amor

Num quarto modesto, o doente grave pedia silêncio.
Mas a velha porta rangia nas dobradiças cada vez que alguém a abria ou fechava.
O momento solicitava quietude, mas não era oportuno para a reparação adequada.
Com a passagem do médico, a porta rangia, nas idas e vindas do enfermeiro, no trânsito dos familiares e amigos, eis a porta a chiar, estridente.
Aquela circunstância trazia ao enfermo e a todos que lhe prestavam assistência e carinho, verdadeira guerra de nervos.
Contudo, depois de várias horas de incômodo, chegou um vizinho e colocou algumas gotas de óleo lubrificante na antiga engrenagem e a porta silenciou, tranqüila e obediente.

A lição é singela, mas muito expressiva.
Em muitas ocasiões há tumulto dentro de nossos lares, no ambiente de trabalho, numa reunião qualquer.
São as dobradiças das relações fazendo barulho inconveniente.
São problemas complexos, conflitos, inquietações, abalos…
Entretanto, na maioria dos casos nós podemos apresentar a cooperação definitiva para a extinção das discórdias.
Basta que nos lembremos do recurso infalível de algumas gotas de compreensão e a situação muda.

•Gotas de perdão acabam de imediato com o chiado das discussões mais calorosas.

•Gotas de paciência, no momento oportuno, podem evitar grandes dissabores.

•Poucas gotas de carinho penetram as barreiras mais sólidas e produzem efeitos duradouros e salutares.

•Algumas gotas de solidariedade e fraternidade podem conter uma guerra de muitos anos.

•É com algumas gotas de amor que as mães dedicadas abrem as portas mais emperradas dos corações confiados à
sua guarda.

•São as gotas de puro afeto que penetram e dulcificam as almas ressecadas de esposas e esposos, ajudando na
manutenção da convivência duradoura.

•Nas relações de amizade, por vezes, algumas gotas de afeição são suficientes para lubrificar as engrenagens e evitar os ruídos estridentes da discórdia e da intolerância.

Dessa forma, se você perceber que as dobradiças das relações estão fazendo barulho inconveniente, não espere que o vizinho venha solucionar o problema.

Lembre-se que você poderá silenciar qualquer discórdia lançando mão do óleo lubrificante do amor, útil em qualquer circunstância, e sem contra-indicação.

Não é preciso grandes virtudes para lograr êxito nessa empreitada.
Basta agir com sabedoria e bom senso.

Às vezes, são necessárias apenas algumas gotas de silêncio para conter o ruído desagradável de uma discussão infeliz.

E se você é daqueles que pensa que os pequenos gestos nada significam, lembre-se de que as grandes montanhas são constituídas de pequenos grãos de areia.