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Nem sempre palavras são apenas palavras…
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Ser, sim, um ser insubstituível

agosto 12th, 2010 Posted in Reflexão Tags: ,

(Arnaldo Pereira Ribeiro)

Há os que dizem que ninguém é insubstituível.
Que, quando chega, a morte nos apaga e apaga nossos rastros mais cedo ou mais tarde.
Nossa condição de ser insubstituível prevalece por pouco tempo e nos tornamos apenas reproduções de som e imagem, ou palavras mortas sobre o papel ou sobre a pedra, nos livros de história, nos museus.
Quando desaparecemos, o que fazíamos poderá ser feito por outros, o que dizíamos poderá ser dito por outros.
Pronto, tudo resolvido.
A vida continua, o mundo continua a girar.
Verdade?
Mentira.
Não há dois dias iguais.
Um sucede o outro, mas não o substitui.
Porque cada dia é único.
Assim como na sinfonia, onde uma nota sucede outra, mas não a substitui, sempre seremos sucedidos nunca substituídos.
Porque nossa vida é única.
Porque cada pessoa é única.
Porque tudo o que geramos revela a nossa autoria, como se fosse assim uma espécie de marca.
Indelével, singular.
Um filho, um livro, um quadro, uma idéia, um sentimento, uma palavra.
Cada um de nós pode ser insubstituível.
Ser insubstituível, sim, por que não?
Um ser insubstituível não por arrogância, nem por posses, nem por dotes físicos ou intelectuais.
Ser um insubstituível ser simplesmente pelas emoções criada e pelos valores agregados em sua volta.
Ser um insubstituível ser pela renúncia à mediocridade, pela fuga do vazio, pelo abandono da irrelevância.
Poderíamos ser todos insubstituíveis seres, pela energia positiva que transmitimos às outras pessoas, pela vibração produzida por nossos sentimentos, pelos nossos exemplos e atitudes, pelo nosso esforço admirável de passar por esta vida deixando marcas de excelência como se fossem rastros de luz.
Sejamos todos insubstituíveis.
Eu para você e você para mim.
Uns para os outros. Cada um para todos.

Sobre confiar

agosto 9th, 2010 Posted in Reflexão Tags: ,


“Acredito em tudo o que as pessoas me dizem e sempre acabo me decepcionando”, costumamos ouvir.

É muito importante confiar nas pessoas: um guerreiro da Luz não tem medo de decepções, porque conhece o poder da sua espada e a força do seu amor.

Entretanto, ele sabe que uma coisa é aceitar os sinais de Deus e entender que os anjos usam a boca de nosso próximo para nos aconselhar. Outra coisa é ser incapaz de tomar decisões e estar sempre procurando transferir a responsabilidade de nossos atos aos outros.

Só poderemos confiar em alguém se, primeiro, formos capazes de confiar em nós mesmos.

(Paulo Coelho – no G1)

A banana e a vida

agosto 3rd, 2010 Posted in Reflexão Tags:

macacoA história é muito antiga, mas não menos curiosa. Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:
Pegam uma cumbuca de boca estreita e colocam dentro dela uma banana.
Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore freqüentada por macacos, afastam-se e esperam.
Após isso, um macaco curioso desce, olha dentro da cumbuca e vê a banana.
Enfia sua mão, apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.
Surge um dilema:
Se largar a banana, sua mão sai e ele pode ir embora livremente, caso contrário, continua preso na armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranqüilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas. O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento. Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela. Fácil demais… O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão… parece ser uma insanidade largá-la. Essa história é engraçada, porque muitas vezes fazemos exatamente como os macacos.
Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que pode estar cultivando um enfarto? Ou alguém que trabalha e não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro?
Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana – que, apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto à panela.
macacos

A opção da simplicidade

julho 6th, 2010 Posted in Reflexão Tags:

simplicidade

Muitas pessoas reclamam da correria de suas vidas.
Acham que têm compromissos demais e culpam a complexidade do mundo moderno.
Entretanto, inúmeras delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade.
Viver com simplicidade é uma opção que se faz.
Muitas coisas consideradas imprescindíveis à vida, na realidade, são supérfluas.
A rigor, enquanto buscam coisas, as criaturas se esquecem da vida em si.
Angustiadas por múltiplos compromissos, não refletem sobre sua realidade íntima.
Olvidam do que gostam, não pensam no que lhes traz paz, enquanto sufocam em buscas vãs.
De que adianta ganhar o mundo e perder-se a si próprio?
Se a criatura não tomar cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser.
Ninguém necessita trocar de carro constantemente, ter incontáveis sapatos, sair todo final de semana.
É possível reduzir a própria agitação, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.
O simples é aquele que não simula ser o que não é, que não dá demasiada importância a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele.
A pessoa simples não calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas e nem segundas intenções.
Ela experimenta a alegria de ser, apenas.
Não se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância.
Mas uma infância como virtude, não como estágio da vida.
Uma infância que não se angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer.
A simplicidade não ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial.
Os pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, olhar as estrelas, andar de mãos dadas, tomar sorvete…
Tudo isso compõe a simplicidade do existir.
Não é necessário ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz.
Mas é difícil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta.
Não há nada de errado com o dinheiro ou o sucesso.
É bom e importante trabalhar, estudar e aperfeiçoar-se.
Progredir sempre é uma necessidade humana.
Mas isso não implica viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades.
Se o preço do sucesso for ausência de paz, talvez ele não valha a pena.
As coisas sempre ficam para trás, mais cedo ou mais tarde.
Mas há tesouros imateriais que jamais se esgotam.
As amizades genuínas, um amor cultivado, a serenidade e a paz de espírito são alguns deles.
Preste atenção em como você gasta seu tempo.
Analise as coisas que valoriza e veja se muitas delas não são apenas um peso desnecessário em sua existência.
Experimente desapegar-se dos excessos.
Ao optar pela simplicidade, talvez redescubra a alegria de viver.

Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é só conseqüência.” (Albert Einstein)

Busque sua felicidade

julho 2nd, 2010 Posted in Reflexão Tags:

Sempre que me fecho em mim mesmo, fecho a Porta da Felicidade
principezinho
Quem de nós nunca passou pela situação, ou viu alguém próximo passar, de depois de muito labutar para conquistar algo, justo na hora de chegar lá, de comemorar, algum pequeno ato coloca tudo a perder?

Quantas vezes, na hora de colher a alegria, um pequeno detalhe nos causa um tumulto mental e nos fechamos em nós mesmos e colocamos tudo a perder, como nos estabelecendo uma autopunição?

Por um impulso, colocamos a perder o que seria o momento de felicidade tão esperado, nosso e dos que nos cercam, e no lugar vem a frustração, o tardio arrependimento, a amargura, e, quiçá, gerando alguma doença.

Sabendo que isso pode ocorrer com qualquer um de nós, sem entrar em meandros do porquê, podemos nos preparar para prevenir e não estragarmos, nós mesmos o nosso momento de alegria, evitando nos fecharmos em nós mesmos, e estragar o direito de saborear a felicidade por que lutamos.

Senão para si próprio, mas para os demais que estão próximos e não tem nada a ver com nossos traumas, traumas estes que nos impedem de subirmos degrau a degrau um caminho de auto-realização, nos esforcemos para prevenir estes rompantes. Deus não nos quer magoados e tristes.

Assim, esteja vigilante, e, se perceber que algo está fugindo do controle, para por um momento, respire, reze. Esteja vigilante para não permitir que você mesmo estrague seus melhores momentos.

Talvez isto ocorra porque quase nos esgotamos na busca da perfeição, e algo não sai perfeito, ou vem alguma crítica quando esperávamos um elogio, ou simplesmente é a nossa bateria física que se esgota, volte um passo atrás na humildade, pare para agradecer o que já conquistou até ali, e repita para si mesmo: Deus me quer sorrindo, aconteça o que acontecer, sigo em frente, lembrando que “se me fecho em mim mesmo, fecho a porta da felicidade”.